Segundo dia do Festival da Utopia tem debate com mãe de Marielle Franco


20 de julho de 2018 - 19h05

(Foto: ThiagoLara/Divulgação/Festival da Utopia)

Localizada no Esporte Clube Maricá (Centro), a Tenda da secretaria de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher no II Festival Internacional da Utopia realizou uma roda de conversa sobre direitos humanos e participação popular no estado democrático na manhã desta sexta-feira (20/07). A atividade, organizada em parceria com a Coordenadoria dos Conselhos, contou com a participação de palestrantes como o advogado Rodrigo Mondego e da mãe da vereadora Marielle Franco, Marinete da Silva.

Convidada para falar sobre o enfrentamento da violência, Marinete se declarou satisfeita por conhecer um evento com espaço para debate sobre tudo o que a população precisa saber para se conscientizar a respeito dos direitos humanos. “A minha contribuição é pequena, mas essa iniciativa é muito importante. Tenho certeza de que estas conversas podem melhorar a vida das pessoas, no sentido da formação de uma rede de pessoas que conhecem os seus direitos e se ajudam”, afirmou.

Para Rodrigo Mondego, este tipo debate é muito importante para gerar uma troca de impressões sobre o que vem a ser a política pública de direitos humanos. “Hoje tivemos a oportunidade de desmistificar um pouco o papel dos direitos humanos e acho que a Prefeitura de Maricá acertou ao investir na ocupação dos espaços da cidade através do Festival da Utopia. Estas mesas de debates são muito ricas, trazem olhares diferentes que nos ajudam a construir uma sociedade mais justa e fraterna”, disse.

Mãe do Thiago Silva, que foi vítima da Chacina do Borel em 2003, Maria Dalva também contribuiu com sua experiência na luta pela paz. “Ocupar todos os espaços é um direito nosso. É fazendo este tipo de debate que nós ampliamos o nosso conhecimento e garantimos os direitos das minorias”, destacou.

De acordo com a coordenadora de Direitos Humanos na secretaria de Direitos Humanos, Participação Popular e Mulher, Lene de Oliveira, a proposta era trazer as falas de diferentes lugares da sociedade sobre a questão dos direitos humanos. “Falamos sobre o direito a ter direitos, sobre como ser participativo em um estado que se diz democrático, e sobre como esta participação, em alguns momentos, leva também a uma repressão”, explicou Lene.

Também participaram da roda de conversa a representante do projeto Tecendo Redes, Marisa Chaves, e o presidente da Federação das Associações de Moradores do Município de Maricá (Fammar), Eduardo Silva de Souza.

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